quarta-feira, 6 de janeiro de 2010




A sensação não é como da primeira vez, que se sente uma onda arrebatadora inundar, de uma forma violentamente doce, o corpo... não. A sensação, de quando se pressente o fim, é de quase morte, afinal, é difícil deixar partir quem se ama e chega a ser cômico a forma como o amor se dispõe, como se ele fosse um tabuleiro e nós apenas peças da brincadeira desse deus cruel.

Se ao menos soubesse como se há de sofrer, talvez seria simples aceitar que, como o dia se vai para dar lugar à noite, as coisas se modificam, partem para dar espaço ao novo, simplesmente; porém não som os criados para isso, para compreender a ordem dos fatores, muito pelo contrário, somos criados com vistas na eternidade – a própria igreja nos leva a isso – , vivemos esperando pelo eterno e sofremos com isso, de repente, quando menos se espera, PUFF, lá se foi uma bela vida, desperdiçada como algo vão.

 Oras, por isso é difícil demais enxergar o que nos rodeia, pois com essa fixação em lembrarmos somente de nós, que importância teria o mundo e as pessoas que o preenchem?

  Observo, agora, tudo com olhos pueris, mas sei que amanhã não será assim, amanhã acordarei com o mesmo nó na garganta, lágrimas na alma, vistas voltadas para dentro. O mundo não terá mais importância e para alguns seria loucura, mas isso me lembra o que cita Kant, em um de seus livros, o homem possui a capacidade de saber o que é certo, porém não possui força suficiente para realizá-lo; se escrevo é na esperança de não esquecer... preciso lembrar que a disposição da natureza é essa, e porque falo em natureza?

 O ser humano é a única besta a crer que está separado da natureza; pensa ele, até, estar acima dela. Mas não, minha bestinha humana, somos todos natureza, tudo passará e nós também passaremos... o amor, os sentimentos, a vida, não deixarão de ser mais belos por isso.  

 Se não existe um lugar reservado para nós, junto aos deuses do Olímpio, não há por que temer. Afinal, se viemos do nada, qual seria a surpresa em retornar para o nada?

 O mesmo se pode dizer do amor, que veio do nada e logo partirá para isso. Entretanto, caros leitores, enquanto isso não ocorre – e o digo sem ilusões baby – provavelmente esquecerei tudo escrito acima e me acabarei nesse insano amor.
  




3 comentários:

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  2. Um amor insano sera sempre o melhor amor
    Mil beijos
    Rachel

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